Impressão Analógica, 2020
Aço, madeira, barro vermelho, 350cmx200cmx200cm
Documentação vídeo, 1’19’’

O projeto surge ainda antes da pandemia, como alternativa aos métodos tradicionais de trabalhar a cerâmica. É, primeiramente, um caso-estudo para o exercício de reflexão sobre antigas casas de produção, mas também o tema principal de uma narrativa criada para estimular o pensamento sobre o papel dos métodos de produção sustentáveis em produções autossuficientes. O mecanismo foi desenvolvido como arquétipo de uma fábrica low-tech que possa ajudar o utilizador a criar as suas peças cerâmicas ou aproximações características de fabrico caseiro. Este processo segue as leis da impressão 3D de extrusão de plástico, como exemplo, mas substitui a tecnologia alimentada a energia elétrica por mecanismos semelhantes aos de um moinho de vento tradicional. Surge na escolha do local de estudo, uma óbvia apropriação de um moinho do Séc. XIX, como exemplo de transformação energética na produção. Composta por um extrusor que empurra o barro preparado dentro de um reservatório, pela boca de extrusão, sob uma base giratória. Esse depósito de massa cerâmica cria uma forma circular, que com o movimento descendente obriga à sobreposição de camadas, e surge um resultado final cilíndrico.